24 de julho de 2021
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MEIO AMBIENTE

500 pessoas foram a manifesto para proteger Parque dos Poderes do desmatamento

Manifestantes prometem novo protesto onde recolhem assinaturas para impedir destruição do Parque em Campo Grande

No começo desse sábado (1), um grande movimento encabeçado pelos Juristas Pela Democracia e Advogados pela Democracia, Justiça e Cidadania, levou cerca de 500 pessoas a ocupar a rotatória da Avenida Mato Grosso, um dos acessos ao Parque dos Poderes. Manifestantes, entre eles artistas, ambientalistas e civis são contra o desmatamento de 3,3 hectares que o Governo quer fazer no Parque dos Poderes de Campo Grande, para construção de um estacionamento da secretaria de Fazenda. A ação custaria caro a Capital, gerando assoreamento maior que já acontece nas lagoas no Parque das Nações e também agravaria enchentes na região do Shopping Campo Grande, disse os manifestantes. Novo protesto deve acontecer no póximo sábado (8), no Centro da cidade.  

Segundo a coordenadora do movimento social Juristas pela Democracia e doutora em direito ambiental, Giselle Marques de Araújo, o movimento quer sensibilizar o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul a votar o mérito do agravo de instrumento que suspende o desmatamento, de forma favorável ao meio ambiente. “Queremos que o Governo [Reinaldo Azambuja] desista de desmatar. Existe alternativas locacionais, deslocar serviços públicos para o Centro da cidade. É algo até insano, em pleno século XXI, com tantos problemas climáticos que Campo Grande vem enfrentando, problemas de alagamento, o clima está quente, seco, os recursos hídricos vão ficar comprometidos. Estamos chocados com a posição do Governo do Estado”, disse. 

Na terça-feira (4), às 8h, haverá também uma reunião com deputados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, conforem Giselle, farão neste encontro a proposição de uma lei para ajudar na proteção do Parque.  

<img alt="O objetivo é mostrar apoio da sociedade ao Ministério Público Estadual, que luta na Justiça para manter intacto todo o Complexo dos Poderes, que inclui ainda os parques do Prosa e das Nações Indígenas." longdesc="Juristas Pela Democracia incluem o meio ambiente na pauta de reivindicações a partir de agora" data-cke-saved-src="https://cdn.msnoticias.com.br/upload/ckeditor/images/giselle.jpg" src="https://cdn.msnoticias.com.br/upload/ckeditor/images/giselle.jpg" style="height:512px; width:768px" title="" o="" objetivo="" é="" sensibilizar="" governo="" do="" estado="" a="" não="" desmatar="" parque="" dos="" poderes="" para="" construção="" de="" estacionamentos="" |="" ms="" notícias"="">A coordenadora do movimento social Juristas pela Democracia, Giselle Marques_Foto: Tero Queiroz 

O protesto teve início às 10h30 e seguiu até às 14h30, uma tenda foi montada no local em frente ao grande letreiro que anuncia o Parque. As pessoas que foram até o local viram músicos e bandas se apresentando, todos abriram mão do cachê: Toninho Porto, Black Tropical, Neblina 90, Peixes Entrópicos, Cadillac Vermelho e Odon Nakasato. 

Apoiados juridicamente por vários advogados, que estão à frente da luta para proteger as áreas que englobam o Complexo do Parque. Coletivos organizados como a Frente Parlamentar de Vereadores Ambientalistas, que nacionalmente é coordenada pelo vereador por Campo Grande, Eduardo Romero (Rede); Coletivo Jornalistas pela Democracia, Amigos do Parque e pessoas que não pertencem a nenhum movimento organizado, mas que são contrárias à obra manifestaram e puderam usar o microfone para protestar. 

De acordo com Giselle, a pauta não é partidária. “Meio Ambiente não é de esquerda nem de direita, tanto que estiveram lá os deputados estaduais Pedro Kemp, Cabo Almi; esteve também o Capitão Contar, o Lucas de Lima que nos ajudou muito”, explicou. 

O movimento ainda convidou a todos para novo manifesto, no próximo sábado (8), também às 10h, dessa vez no centro da cidade. “Convidamos a todos, teremos outra manifestação, dessa vez no Centro de Campo Grande, na esquina da Rua Barão do Rio Branco com a Rua 14 de Julho, teremos novamente lá a classe artística, advogadas, advogados, ambientalistas, biólogos, arquitetos, engenheiros, a população reunida na defesa desse importante patrimônio”, finalizou a coordenadora.   

#SOSPARQUEDOSPODERES

Letreiros criados pelos manifestantes_Foto: Tero Queiroz | MS Notícias  

O movimento está buscado assinaturas para barras a destruição do Parque dos Poderes. A questão tem se arrastado entre a vontade do governo estadual e derrubada do decreto de tombamento da área verde por 18 deputados estaduais, Ministério Público Estadual (MPE) e parte da sociedade que tem se mobilizado.

No ano passado a Assembleia Legislativa colocou em pauta a votação para manutenção ou não do Decreto 606/2018, que tratava do início do tombamento do complexo que envolve o Parque dos Poderes, Parque do Prosa e Parque das Nações Indígenas. O decreto havia sido aprovado em 29 de novembro de 2018 pelos deputados. Por 18 votos favoráveis e apenas cinco contrários o decreto foi revogado em 17 de dezembro de 2019, abrindo oportunidade para construção da obra que foi questionada judicialmente pelo MPE e que pode ter desfecho no dia 4 de fevereiro no TJ.

No sábado, o engenheiro ambiental Caio Aspet, colheu assinaturas que vão se juntas a mais de 11 mil assinaturas que será inserida na ação civil pública movida pelo MPE contra o desmatamento.

No último 23 de janeiro o procurador do Estado Oslei Bega Júnior entrou com uma petição alegando que agora há desejo conjunto do legislativo estadual e o executivo pelo não tombamento do complexo Parque dos Poderes. O vereador de Campo Grande, Eduardo Romero, disse que Campo Grande é uma das cidades mais arborizadas do país e que orgulha esse selo, que não somente é um título, mas colabora para o equilíbrio térmico.

Eduardo é amante de ciclismo e ambientalista desde o início da vida política_Foto: Tero Queiroz | MS Notícias 

Para ele, o Parque dos Poderes tem grande contribuição para manter vivas espécies. “Este manifesto é legítimo da sociedade civil organizada que há muitos anos tem defendido. Quando se defende uma reserva, estamos falando de equilíbrio e biodiversidade. Este é o desafio: mostrar aos políticos, que ainda não entenderam, que o meio ambiente não pode ser só no discurso”, apontou.

DEPUTADOS CONTRA A PRESERVAÇÃO DO PARQUE DOS PODERES

A favor da revogação do decreto de tombamento

Antônio Vaz (Republicanos)

Barbosinha (DEM)

Coronel David (PSL)

Eduardo Rocha (MDB)

Evander Vendramini (PP)

Gerson Claro (PP)

Herculano Borges (SD)

Jamilson Name (sem partido)

João Henrique (PL)

Lídio Lopes (Patri)

Londres Machado (PSD)

Marçal Filho (PSDB)

Márcio Fernandes (MDB)

Neno Razuk (PTB)

Onevan de Matos (PSDB)

Professor Rinaldo (PSDB)

Renato Câmara (MDB)

Zé Teixeira (DEM)

VEJA QUEM VOTOU PELA MANUTENÇÃO DO TOMBAMENTO E CONTRA O DESMATAMENTO

Contra a revogação do decreto de Tombamento

Cabo Almi (PT)

Capitão Contar (PSL)

Felipe Orro (PSDB)

Lucas Lima (SD)

Pedro Kemp (PT)

Especialistas alertam ainda que a medida agravará o assoreamento e poderá sumir com o lago do Parque das Nações Indígenas, considerado um dos mais belos cartões postais de Campo Grande.

 

 

 

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