26 de fevereiro de 2021
Campo Grande 34º 22º

RIBAS DO RIO PARDO

Fazendeiro defende delegado e diz que pai do dono de açougue roubou gado

Acusações contra comerciantes de Ribas do Rio Pardo levou a interdição do comércio; comerciantes alegaram perseguição do delegado de Polícia Civil. O Fazendeiro apresenta acusações

O fazendeiro, Márcio Anacleto Sacchi, de 51 anos, levanta acusações contra Henrique Bozza, de 58 anos, dizendo que o homem teria furtado gado em propriedade rural no município de Ribas do Rio Pardo. Márcio também defendeu o delegado de Polícia Civil Bruno Santacatharina Carvalho

Sob acusações de estar vendendo produto estragado, o comerciante Rildo Nunes Bozza, de 30 anos, dono do Açougue Bozza, de Ribas do Rio Pardo (MS), havia sido preso dia 9 de fevereiro, depois de ser flagrado com revólver calibre 38, sem registro de porte. O comerciante foi solto no dia seguinte, 4ª-feira (10.fev.21) após pagar fiança de R$ 5,5 mil. A Vigilância Sanitária interditou o comércio por 15 dias. 

Apesar de entender sua condução pelo porte da arma, Rildo negou que estaria vendendo produtos estragados em seu comércio e disse na ocasião que o delegado de Polícia Civil Bruno Santacatharina Carvalho, estaria, segundo ele, há algum tempo perseguindo ele e seus familiares. (Veja aqui).

O fazendeiro saiu em defesa do delegado, apresentando acusações de flagrante ocorrido em dezembro de 2020. — O pai do dono desse açougue, o senhor Henrique Bozza, foi preso furtando gado na minha fazenda, possivelmente para ser vendido nesse açougue. Ele estava furtando junto com um funcionário meu. Entre maio e dezembro do ano passado, desapareceram 146 vacas gordas da minha fazenda. No dia que ele foi preso em flagrante ele estava carneando vaca no açougue, e tinha mais 12 vacas minhas no curral da fazenda — introduziu o fazendeiro, requerendo direito à sua versão. 

— (sic) Na matéria o Rildo Bozza fala que o delegado está perseguindo ele, e inclusive perseguindo o pai dele. Ele cita a ocorrência: “a gente teve problemas com ele, meu pai teve problema com ele”, cita lá. Você não pensou na hora quais problemas? O delegado persegue bandido, né? O delegado não persegue qualquer um — disse o fazendeiro.

Apesar de defender o delegado, o fazendeiro disse não ser próximo de Bruno Santacatharina Carvalho. — Eu não conheço esse delegado pessoalmente. Eu só o vi quando fui prestar depoimento no caso desse roubo. Então assim, eu admiro o trabalho do delegado, porque ele fez um trabalho muito bem feito, ele trabalha sério, mudou a cara da Polícia de Ribas do Rio Pardo. Não a conheço pessoalmente — defendeu. 

Revoltado com a acusação de Rildo contra o delegado, o fazendeiro voltou a dizer que foi Henrique Bozza [pai de Rildo] quem roubou vacas. — O pai do Rildo foi preso em flagrante... os caras roubaram 146 vacas minhas, entendeu? Não foi pouco, não foi uma vaca. E foi preso em flagrante roubando 13 vacas, em caminhão próprio, se entendeu? Para aí ficar passando a mão na cabeça desse cara, não dá — criticou. 

ABIGEATO

O crime citado pelo fazendeiro está em caso da Polícia Civil, que desvendou e prendeu em flagrante os suspeitos de furtar e receptar gado roubado. A operação do Setor de Investigações Gerais (S.I.G.) da Polícia Civil de Ribas do Rio Pardo foi deflagrada em 7 de dezembro de 2020, ocasião em foram presos o funcionário (acusado pelo roubo), Rogério Liberto de Moraes, de 34 anos, e o acusado de receptação, Henrique Bozza. Na ocasião, Bozza pai alegou que não teria praticado o roubo, disse apenas que teria comprado o gado do gerente da fazenda Luiza Estela (de propriedade de Márcio). — O Rogério era meu funcionário há 10 anos, de extrema confiança, depois de um tempo eu fui descobrir que não era, ele já estava desconfiado há 1 ano, só que no dia 7 ele foi preso em flagrante.

Para o fazendeiro, o delegado errou ao aceitar a argumentação dada por Henrique, de que ele não sabia que se tratava de gado oriundo de furto. — O Henrique foi lá na fazenda buscar, ele tem um caminhão branco, saiu até nos sites de Ribas. Tinha fotos do caminhão dele... esse vídeo que te mandei é na chácara do Henrique. Só que aí o que aconteceu, o delegado é bom, mas também erra, porque colocou o Henrique como receptação, na verdade o Henrique é autor do furto, porque o Henrique foi lá com caminhão dele e embarcou o gado. Aí o Henrique falou que não sabia que não estava sendo roubado... negociou com funcionário, sem nota, é o que isso aí? Nem bebê acha que não é roubo isso aí né? Não negociou comigo, então é complicado isso aí —, finalizou o fazendeiro.  

Procurado, Rildo compartilhou com a reportagem a resposta da defesa do pai sobre as acusações feitas por Márcio.  — Os fatos não ocorreram como narra a suposta vítima. O sr. Henrique Bozza já está se defendendo perante a justiça de tais alegações. Considerando que o processo ainda está em andamento e não se tem qualquer sentença condenatória, eventuais acusações levianas sobre esses fatos serão processadas como crime de difamação. Frente ao princípio da presunção de inocência, qualquer pronunciamento público que fale que o denunciado é culpado é contrário à lei e por isso serão tomadas as providências cabíveis.  

1º caso de covid-19 no Brasil completa um ano
SAÚDE
há 15 minutos

1º caso de covid-19 no Brasil completa um ano

Projeto de R$40 milhões de mineradora irá gerar 50 empregos diretos
DESENVOLVIMENTO
há 27 minutos

Projeto de R$40 milhões de mineradora irá gerar 50 empregos diretos

Papel indefinido na corte pode exaltar reputação ou sujar médico local
"O REI, O PRÍNCIPE E O BOBO"
há 57 minutos

Papel indefinido na corte pode exaltar reputação ou sujar médico local

Vídeo: Cobra jararaca surpreende moradores em praça pública de MS
SUSTO | VENENOSA
há 1 hora

Vídeo: Cobra jararaca surpreende moradores em praça pública de MS

Prefeitura renova decreto do toque de recolher por mais 15 dias em Campo Grande
CAMPO GRANDE
há 1 hora

Prefeitura renova decreto do toque de recolher por mais 15 dias em Campo Grande

Vereadores levantam pauta sobre a privatização dos correios na Câmara
CASA DE LEIS
há 1 hora

Vereadores levantam pauta sobre a privatização dos correios na Câmara