O Tribunal de Apelações de Roma, na Itália, decidiu a favor do pedido de extradição do Brasil da extremista de direita brasileira Carla Zambelli (Carla Zambelli Salgado de Oliveira), presa em 29 de julho e atualmente detida no presídio de Rebibbia.
Zambelli é do partido do também presidiário ex-mandatário golpista Jair Bolsonaro.
Ela possui cidadania italiana e fugiu para o país Europeu em 2025, após ser condenada a dez anos de prisão no Brasil, por invadir o sistema informático do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Os advogados de Zambelli podem recorrer da decisão ao Supremo Tribunal de Cassação.
"Manifestamos satisfação com a minuciosa reconstrução das inúmeras questões jurídicas feita pelo Tribunal de Apelação e, sobretudo, com a confirmação da absoluta legalidade do processo instaurado no Brasil contra a Sra. Zambelli", comentou Alessandro Gentiloni, advogado do Brasil.
A decisão da Corte de Apelação foi comunicada à Embaixada do Brasil na Itália.
O QUE ACONTECE AGORA
O acompanhamento do processo de extradição ficará a cargo do Ministério das Relações Exteriores.
O caso começou a ser julgado em fevereiro deste ano.
Na ocasião, a Corte rejeitou um pedido da defesa para afastar juízes por suposta falta de imparcialidade.
Os magistrados entenderam que a solicitação tinha caráter protelatório.
CONDENADA NO BRASIL
No Brasil, Zambelli foi condenada em maio de 2025 pelo STF a 10 anos de prisão.
A decisão incluiu indenização de R$ 2 milhões por danos coletivos.
A ordem de prisão preventiva foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
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Segundo as investigações, a ex-deputada foi autora intelectual da invasão ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo foi emitir um falso mandado de prisão contra o próprio Moraes.
O ataque foi executado pelo hacker Walter Delgatti, que confirmou a participação e também foi condenado.
FORAGIDA NA ITÁLIA
Zambelli saiu às pressas do Brasil em junho de 2025 e passou a ser considerada foragida.
O nome dela chegou a ser incluído na difusão vermelha da Interpol.
A prisão ocorreu semanas depois, já em Roma.
O pedido de extradição foi formalizado pelo STF e encaminhado pelo Itamaraty ao governo italiano.
OUTRA CONDENAÇÃO
Além desse processo, Zambelli também foi condenada em agosto de 2025 por outro caso.
A pena foi de 5 anos e 3 meses por porte ilegal de arma e constrangimento contra o jornalista Luan Araújo.
O episódio ocorreu na véspera do segundo turno das eleições de 2022, em São Paulo.
O STF também determinou a perda do mandato, após o esgotamento dos recursos, e o pagamento de multa.











