21 de outubro de 2020
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Meirelles aciona plano B de Lula para governador de São Paulo

Um plano B dos fortes está em pleno curso na eleição para governador de São Paulo. Resolvida a convenção nacional do PSD, com o apoio oficial nesta quarta-feira 25 do partido à presidente Dilma Rousseff, o próximo movimento promete ser mais emocionante. O ex-presidente do BC Henrique Meirelles autorizou o presidente da legenda, Gilberto Kassab, a submeter seu nome a uma consulta partidária. O tema: ser candidato a governador de São Paulo. - Ele sempre recusou essa possibilidade, mas agora permitiu que o partido faça essa avaliação. É uma novidade", saudou Kassab. "O partido já está avaliando essa possibilidade". images-cms-image-000378644 É um fato e tanto, capaz de provocar uma reviravolta no quadro eleitoral paulista. Centrista convicto, reconhecido como banqueiro e apaixonado pela política, Meirelles foi o candidato a deputado federal mais bem votada nas eleições de Goiás, em 2002. Ele nunca negou ter planos políticos, mas passou todo o primeiro senado na condição de pré-candidato a senador pelo PSD sem, no entanto, ter dado alguma palavra sobre se aceitaria, efetivamente, concorrer. Agora, o que poderá acontecer é um troca de posição, para uma definição oficial: Meirelles para governador e Kassab, até aqui pré-candidato a governador, para o Senado. O lançamento do nome de Meirelles pelo PSD faz parte de um chamado plano B do ex-presidente Lula para tentar a realização de um segundo turno no Estado. Hoje, a reeleição do governador Geraldo Alckmin tem mais de 40% de apoio nas pesquisas de opinião, o que lhe garantiria uma vitória em primeiro turno. A aposta de Lula no PT, o ex-ministro Alexandre Padilha, continua patinando nos levantamentos de opinião, com apenas 3% de intenções em média. À frente estão o ex-prefeito Kassab, que marcou 8% no Datafolha e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, com 21%. Conforme apurou 247, o governador Geraldo Alckmin também continua, e firme, na disputa para ter o PSD em sua coligação. Foi oferecido a Kassab a vaga de candidato a senador, uma vez que a de vice de Alckmin foi retirada em benefício de Marcio França, do PSB. A condição seria a de que Meirelles se tornasse vice de Aécio Neves, mas o próprio Lula se encarregou de cortar pela raiz essa articulação. Kassab, que cumpriu a palavra dada à presidente Dilma Rousseff de levar a seção nacional do partido a apoiá-la, agora está livre para articular em São Paulo o que considerar melhor para si e seu partido. A informação, dada por ele mesmo, de que o PSD será consultado sobre lançar Meirelles é um forte indicativo de que Kassab quer o ex-presidente do BC na disputa. Como político elegante que é, com as melhores relações com Meirelles, Kassab não cometeria a indelicadeza de fazer uma rodada de conversas da qual o correligionário saísse derrotado. Dessa forma, o nome de Henrique Meirelles começa a ser instalado em definitivo na eleição paulista. Era o que Lula queria para tentar superar, com outro nome, aliado, as dificuldades enfrentadas no seu plano A, da candidatura Padilha. Como o ex-ministro ainda, como se diz, não levantou a torcida e nem subiu nas pesquisas, o plano B saiu da gaveta. Meirelles, como se sabe nos meios políticos, não costuma fazer movimentos políticos sem realizar ele próprio uma consulta a Lula a respeito do que irá fazer. Brasil 247