17 de maio de 2021
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Moradores do Ramez Tebet sofrem com ruas sem asfalto e sujeira

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Os moradores do bairro Ramez Tebet – região sul de Campo Grande – têm sofrido diariamente com a falta de manutenção do local. Por ser um bairro novo da Capital, ainda não existe asfalto na região e em dias de chuva esse é o maior problema. O único local que possui asfalto é na rua Claudio Coutinho e de acordo com os moradores ele existe somente porque há obras em andamento da CEF (Caixa Econômica Federal).

A reclamação unânime da população é a lama formada nos dias que chove, impossibilitando transitar a pé e os ônibus que fazem a linha do bairro desviam os caminhos porque atolam em determinadas ruas. “A gente tem que pôr sacola plástica nos pés e ir até o asfalto pra pegar o ônibus, se não fizer isso, o calçado fica todo sujo de barro”, desabafa a moradora da rua Amadeu Ferreira da Rocha, Denise Cabral, 52, dona de casa.

Além disso, toda a água e a lama ajudam a acumular lixos em alguns lotes vazios do bairro. A maioria desses lotes possui mato alto, além descartes de sofás, colchão, os lixos em geral ajudam a proliferar baratas, mosquitos, ratos e outros animais que invadem as residências.

“Quando chega a noite, eu escuto os carros parando em frente a minha casa, que possui um terreno vazio, para largar lixo. Tudo que se imagina as pessoas vêm e largam, não respeitam ninguém”, afirma Thaís Ribeiro Borges, 30, operadora de caixa.

Segundo os moradores, já foi feito reunião com vereadores e representantes da Agehab (Agência Municipal de Habitação), que ficaram de retornar ao local para analisar a situação, porém, até hoje não apareceram.

Outra reclamação da população é um córrego que existe no Ramez Tebet. Há alguns dias um forte odor toma conta do local e não se sabe o motivo. “Acho que estão despejando esgoto no córrego. Chega às 15h30 e é insuportável ficar aqui, ninguém aguenta o cheiro”, reclama Denise.

Os problemas não acabam por aí. Há pouca iluminação no bairro e quando a luz de alguns postes queimam, a demora para solucionar o problema é de dias. Além disso, há uma ponte mal iluminada e com bastante sujeira e mato. Nesse ponto, há alguns meses uma adolescente sofreu tentativa de estupro quando voltava da aula.

“Tá feio aqui. Quando chove é lama, quando o tempo está seco é poeira na cara. Moro aqui há três anos, ta tudo bagunçado”, finaliza o comerciante Uelinton Lima, 24, morador da rua Almira N. da Rocha.

A reportagem do MS Notícias entrou em contato com a prefeitura de Campo Grande que, informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que em casos de lâmpadas queimadas, o procedimento padrão é substitui-las em até dois dias, e que diante da denúncia quanto à demora no serviço irá encaminhar a situação à Seintrha (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação). Já em relação ao asfalto, a assessoria informou que não é possível ainda estabelecer uma data para o asfaltamento das ruas, pois o cronograma de 2014 ainda não foi divulgado.

Tayná Biazus