20 de abril de 2021
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Aedes argypti

MPE recomenda a Prefeitura que 'não economize' recursos para acabar com mosquito

Diante do aumento dos casos de dengue em Campo Grande e da epidemia de zika vírus em todo Brasil, relacionada ao aumento dos casos de microcefalia, o Ministério Público Estadual (MPE) emitiu recomendação à Prefeitura de Campo Grande para adoção de estratégias e ações no combate à proliferação do mosquito Aedes aegypti.

A recomendação foi publicada no Diário Oficial do órgão desta quarta-feira (3). Conforme documento, assinado pela promotora da Justiça, Paula da Silva Volpe, a Prefeitura tem prazo de dez dias para se manifestar quando ao recebimento da recomendação e 20 dias para apresentar cronograma de ações.

Entre os itens recomendados, o MPE pede à Prefeitura que, no exercício fiscal de 2016, se abstenha de reduzir a oferta de serviços de saúde, de qualquer natureza, em especial das ações de controle do Aedes aegypti e manejo clínico de dengue e aporte todos recursos necessários à execução das ações de combate à dengue assim como providência de recursos humanos e financeiros para garantir atendimento aos pacientes diagnosticados com doença. 

O MPE também recomenda ao Município que execute integralmente o Plano de Contingência para evitar aumentos de casos de dengue, chikungunya e zika vírus e realize campanhas de sensibilização da população para as medidas e também levantem os recursos disponíveis no Município necessários às ações de bloqueio de transmissão e atenção aos pacientes com dengue e outras doenças transmitidas pelo vetor (soro, macas, suportes).

Até dia 23 deste mês, segundo Secretaria de Estado de Saúde foram registrados, na Capital, 3.741 notificações de casos de dengue. Em todo Estado, o número de notificações, desde início da epidemia é de 8.269.