29 de outubro de 2020
Campo Grande 24º 19º

Obras que somam R$ 80 milhões estão paradas por atrasos nas licitações

A Seinthra (Secretaria Municipal de Infraestrutura, Transporte e Habitação) entregou 79 projetos em 2013 que estão parados por que a equipe da Sepanflic (Secretaria Municipal de Planejamento, Finanças e Controle) não deu prosseguimento com as licitações na gestão do prefeito cassado, Alcides Bernal (PP).

De acordo com o atual gestor municipal, Gilmar Olarte (PP), os projetos somam R$ 80 milhões entre recursos próprios e convênios.

O relatório apresentado pela equipe de Olarte mostra atrasos nas liberações de notas de empenho, desorganização dos atestados de nada consta da prefeitura com os órgãos financiadores e as dificuldades enfrentadas para a liberação de contrapartidas municipais.

Esses erros prejudicaram obras do PAC (Programa de Aceleração de Crescimento) e do Pro Transporte, como as obras da Avenida Júlio de Castilho, do complexo Bálsamo e do bairro Rita Vieira.

Olarte aponta também que não houve regularidade nos pagamentos das empresas prestadoras de serviço. “Várias empresas tiveram sua condição financeira abalada por este motivo. Várias obras paralisadas por desistência destas empresas, além da demora na construção. E o pior, perdeu-se a confiança. Como é que eu vou construir para a prefeitura se ela não me paga?”, questionou.

Entre as primeiras providências da atual gestão, está uma reunião que será realizada amanhã com a superintendência da Caixa Econômica Federal e as secretarias municipais para descobrir quais recursos ainda podem ser recuperados.

Recapeamento - Além de retomar as licitações paradas, Gilmar Olarte garantiu dar continuidade às atividades de recapeamento do asfalto. "A nomenclatura deve ser reformulada, mas o serviço continua", adiantou.

Outros prejuízos – O despreparo do ex-secretário de finanças, Wanderley Ben Hur, também atrapalhou a geração de oito mil empregos. Segundo Olarte, a Funsat (Fundação Social do Trabalho) deixou de receber R$ 477.441,19 de recursos federais repassados pelo Ministério do trabalho por falta de licitação.

Diana Christie