24 de junho de 2021
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Almi: “Não sou candidato de mim mesmo”

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Em seu quinto mandato consecutivo (os três primeiros, de vereador), o deputado estadual Cabo Almi está, finalmente, alçado à condição de alternativa para disputar à Prefeitura de Campo Grande pelo PT, partido ao qual se filiou em 1995. Apesar do currículo vitorioso construído em 20 anos na política e nas atividades sindicais (foi presidente da Associação de Cabos e Soldadosda Polícia Militar), só agora, saído das urnas como o deputado mais votado da sigla e ocupando a 2ª secretaria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa, vê seu nome reconhecido ombreando com as maiores estrelas do partido, entre as quais os ex-candidatos a prefeito Zeca do PT, Vander Loubet e Pedro Teruel.

No entanto, e na esteira de sua habitual simplicidade, Almi avisa que não vai atropelar o processo, respeita os companheiros, será sempre um militante disciplinado e apoiará quem for escolhido pelo partido. “Não serei, jamais, candidato de mim mesmo”, decreta. Mas, ao reconhecer que passa a fazer parte do leque de opções para a disputa de 2016, afirma: “Sou um ser humano que cumpre as missões com altivez e responsabilidade”.

CONDIÇÕES – Cabo Almi acentua que para ser candidato algumas condições são imprescindíveis. “Primeiro tem que combinar com o eleitor, medir o tamanho e real da viabilidade política e eleitoral. Depois, vêm as questões da unidade interna, da interlocução com os vários segmentos sociais, o conteúdo programático e, evidentemente, a estrutura necessária para a campanha”, preceitua.

?O deputado é, notoriamente, um político que vem fazendo suas eleições sem estar apoiado em grandes esquemas financeiros. Sempre fez sua campanha de maneira modesta, sem estardalhaço e impulsionado pela presença espontânea dos amigos e moradores da periferia – aliás, uma das principais preocupações de seu mandato é a atenção aos bairros, cuidado que, destaca, deve fazer parte das ações prioritárias de qualquer administração petista. Mora há décadas no mesmo lugar, um bairro importante e estratégico entre as regiões urbanas do Bandeira e Anhanduí. “Tem 53 anos e sou casado há 28, com três filhos. Minha família e meus amigos são meus maiores patrimônios, por eles eu construo o meu dia a dia e traço os caminhos para seguir sempre com dignidade, de maneira sincera e transparente”.

Das lides da vida ele diz ter adquirido a base mais sólida de sua trajetória. Foi, entre outras lides, servente de pedreiro e torneiro mecânico antes de ingressar na Polícia Militar. Era cabo e presidente da associação da categoria quando foi convidado por lideranças petistas para assinar a ficha do partido e candidatar-se a vereador. “Antes de aceitar o convite, falei primeiro com a minha esposa, Irene. E só então topei”, conta. Um ano depois de filiado candidatou-se e conquistou seu primeiro mandato, de vereador, elegendo-se outras três vezes. Em 2010 elegeu-se deputado estadual e foi reeleito em 2014.

Sobre a sucessão campo-grandense em 2016, Almi prevê uma disputa equilibrada. Considera que o principal nome de seu partido para a disputa é o do senador Delcídio Amaral. “Na campanha pelo governo do Estado em 2014 ele foi muito prejudicado pelas denúncias infundadas que o associavam ao escândalo da Petrobras. Era uma campanha maledicente e isso agora está provado.

O Ministério Público nada encontrou que o incriminasse, e ele já é visto como um das vítimas de todo esse processo. Saiu fortalecido, mas não sei se desejaria disputar a Prefeitura”, comenta. Outros nomes bastante fortes e competitivos mencionados por Almi são os do deputado estadual Pedro Kemp, do deputado federal Zeca do PT e de Ricardo Ayache, presidente da Caixa de Assistência dos Servidores (Cassems).