26 de outubro de 2020
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POLÍTICA

Corrêa conduz articulação vitoriosa em ano de turbulências

Folha de servidor em dia e contas publicas ajustadas são reflexos de sustentabilidade política garantida pela Alems

A gestão estratégica do governador Reinaldo Azambuja (PSDB) para manter a todo custo o equilíbrio das finanças, ainda que nos patamares críticos em que ficou por conta de heranças do passado e das sucessivas crises econômicas, foi fundamental para que Mato Grosso do Sul chegasse ao fim deste exercício com fôlego para chegar à margem do ouro lado, em 2020. E – conforme reconhece o próprio Azambuja – o principal pilar da estratégia da governabilidade é a segurança que o Executivo encontrou no seu principal oxigenador político-administrativo, o Legislativo, para caminhar ao longo deste 2019 de turbulências políticas, econômicas e sociais.

No início da semana, ao anunciar que em 30 dias os cofres estaduais pagarão aos servidores publicos R$ 1,4 bilhão das folhas de novembro, 13º salário e dezembro, o governador tinha ao seu lado duas presenças essenciais na busca de resultados dessa grandeza: o secretário estadual de Governo e Gestão estratégica, Eduardo Riedel, e o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Paulo Corrêa (PSDB).

Riedel operou no campo abrangente da inteligência governamental, cuidando da tintura e do conteúdo das intervenções e experiências do gestor em todos os setores. Para Paulo Corrêa ficou o desafio de lidar, a cada dia, e a cada instante, com os humores variados, imprevisíveis e às vezes incendiários do segmento diretamente responsável pela leitura e elaboração do contexto normativo e político em que se apoia o governante.

A crise econômica e a situação de um Estado que há décadas vem acumulando dívidas e encargos em meio a desencontros políticos e gerenciais teriam feito estragos enormes nas relações entre Executivo e Legislativo, além de ferir fatalmente o que poderia existir de esperança em governabilidade. Contudo, a solução chegou exatamente no momento em que os complicadores pareciam ser insuperáveis.

A eleição da Mesa Diretora da Assembleia, em um complexo e paciente processo de diálogo, trouxe um presidente que tinha como diferencial a capacidade de fazer leituras complexas e intrincadas, fruto de uma experiência que remonta aos anos 1990, quando ainda no início da vida publica fez da Secretaria de Habitação uma das jóias do governo de Pedro Pedrossian.

Com o primeiro grande programa habitacional do Estado, o de Desfavelamento, Corrêa esmerou-se no planejamento, na organização e na execução, esmiuçando os segredos do gerenciamento financeiro e administrativo, além de assumir as responsabilidades de um impulso político que o lançou no cenário das convivências, do diálogo. E é com esse perfil, o do agente publico do entendimento e da construção de soluções, que assumiu e vem conduzindo o poder legislativo num período em que a governabilidade em todos os estados anda na corda bamba.

Além de manter a aprazível e aliviadora rotina de manter em dia o pagamento das folhas do funcionalismo – algo impossível no fim-de-ano de diversos estados e municípios -, Mato Grosso do Sul vai desembarcar em 2020 com perspectivas renovadas de mais avanços. Os recursos devidos pela Lei Kandir, a nova economia inspirada pela rota bioceânica e o boom do agronegócio com a conquista de grandes mercados da Ásia, Europa e África dão ao Estado uma expectativa sólida de que é possível resistir às conjunturas recessivas e superá-las.

E nesse teatro de enfrentamentos diários em busca de progresso econômico e social, com sustentabilidade, o crédito dos gestores estaduais não conseguirá, por si só, abrir e alargar os horizontes. É mais essencial agora que o Estado tenha a avalizá-lo o suporte e a segurança que lhe são propiciados pela firmeza de uma base de sustentação política e legislativa, sem que qualquer dos poderes tenha de abdicar de sua autonomia.

O presidente da Assembleia Legislativa, Paulo Corrêa, soube conduzir seus 23 tripulantes - cada um com seu próprio uniforme - num único barco, por eesse mar tão traiçoeiro e imprevisível, sem qualquer motim. Com isso, o Estado se mantém avançando. A sociedade sulmatogrossense espera que o navegar do próximo ano se mantenha na mesmas direção, com a mesma estabilidade e rumando para a frente.