O deputado Vander Loubet (PT-MS) e a deputada Camila Jara (PT-MS) se reuniram, nesta 4ª feira (1º.jun.26), com a secretária nacional de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, para tratar sobre o impasse envolvendo decisões administrativas relacionadas à gestão do Distrito Sanitário Especial Indígena de Mato Grosso do Sul (DSEI-MS).
"Tivemos a posição do Governo Federal, através da secretária, de que os superintendentes não serão trocados. Porém, a Sesai afirmou que está aberta para tentar uma composição, um consenso, que atenda a todas as etnias do nosso estado", informou Vander.
A secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, recebe os deputados federais Vander Loubet e Camila Jara em seu gabinete, em Brasília. Foto: DivulgaçãoPara deputada federal Camila Jara, a prioridade deve ser proteger a saúde das populações tradicionais.
"Temos destinado recursos para veículos, medicamentos e equipamentos, além dos novos postos de saúde enviados pelo presidente Lula. Vamos trabalhar para construir uma solução que não prejudique essas populações — que muitas vezes são deixadas de lado pelas demais esferas".
O deputado federal Vander Loubet é recebido pela secretária de Saúde Indígena, Lucinha Tremembé, em seu gabinete, em Brasília. Foto: Divulgação.Os parlamentares também levaram à Secretaria as demandas dos indígenas que ocupam a sede do Dsei, em Campo Grande.
"Comunicamos todas as reivindicações, desde o pedido de melhorias no atendimento à população indígena, como também um novo gestor que ouça as comunidades. Isso precisa ser construído com diálogo", concluiu Vander.
O QUE ESTÁ HAVENDO
(30.jun.26) - Delegado da PF tenta negociar com indígenas invasores da sede do DSEI-MS. Foto: Tero QueirozIndígenas ligados à direita e à extrema direita invadiram a sede do DSEI na 2ª feira (30.jun.26), cobrando que fosse "trocada" a coordenação do Distrito de Saúde, hoje chefiado por Lindomar Terena.
A reportagem mostrou que a Polícia Federal (PF) foi acionada ao local, porém, não pôde retirar os invasores devido à necessidade de um mandado judicial para agir.
Desde então, a sede do DSEI permanece ocupada pelos opositores de Lindomar. Na noite de ontem e na manhã desta 4ª feira (1º.jul.26), testemunhas relataram ter visto parte dos indígenas que participam da ocupação ingerindo bebida alcoólica em um bar nas proximidades.
Segundo Lindomar, a ocupação já compromete os atendimentos da saúde indígena em Mato Grosso do Sul.
“Traz prejuízo à comunidade, por quê? Nós estamos com medicamento para ser entregue, nós estamos com pagamentos para ser feito para os motoristas da saúde indígena, colaboradores da saúde indígena, licitações em andamento, entrega de viaturas em andamento. E aí, eles vai e fazem isso”, lamentou o chefe do DSEI-MS na 2ª feira (30.jun.26), quando teve início a invasão.










