06 de maro de 2021
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Sem decisão da Justiça, administração de Bernal tenta se manter firme em meio à inseguraça política

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Embora não esteja na pauta oficial da 1ª Câmara Civil, o embargo de declaração da Câmara de Vereadores de Campo Grande que pede suspensão da liminar que reconduziu Alcides Bernal ao cargo de prefeito em agosto de 2015, o processo, relatado pela desembargadora Tânia Garcia Borges, pode ser julgado nesta terça-feira (23).

As expectativas em relação ao julgamento são grandes. Tanto por parte dos aliados de Bernal quanto dos não aliados e denotam uma divisão política clara que se instaurou em Campo Grande desde eleição de Bernal em 2012.

Os desembargadores que compõem a Câmara Civil se reúnem toda terça-feira às 14 horas, e a desembargadora Tânia Garcia pode incluir na pauta o julgamento da liminar concedida pelo juiz da 2ª Vara de Direitos Difusos Coletivos e Individuais Homogêneos, David de Oliveira Gomes Filho. 

É fácil compreender o motivo pelo qual o julgamento gera tantas expectativas e movimenta diversos setores políticos da Capital. Caso TJMS decida derrubar liminar, com Gilmar Olarte afastado, o terceiro na linha de sucessão é o presidente da Câmara, João Rocha (PSDB). Rocha votou pela cassação de Bernal em 2014 e já foi acusado pelo prefeito progressista diversas vezes por supostamente arquitetar novo golpe contra ele. Às vésperas de eleição de Rocha como presidente, Bernal mostrou à imprensa uma foto que mostra um celular contendo mensagens sobre a votação. "Concluída eleição? Bernal roda e Rocha assume?". Esse texto provocou mal estar entre Bernal e os vereadores e a relação entre prefeito e novo presidente da Câmara já começou estremecida.

As polêmicas ao redor do processo e divergências políticas e jurídicas já fizeram com que a análise dos embargos de declaração da Câmara fosse adiada diversas vezes, fazendo com que Bernal respirasse aliviado.