20 de junho de 2021
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INDÍGENAS ATACADOS

INSEGURANÇA: Garimpeiros lançam gás lacrimogênio em 7º dia de ataque à Yanomamis

União já foi obrigada à enviar equipes de segurança até comunidade Palimiú e deve ser multada por descumprimento da ordem

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Com atentados quase que diários, acontecendo há uma semana, povos da comunidade Yanomami Palimiú, foram vítimas de bombas de gás lacrimogênio, lançadas por garimpeiros na noite do último domingo (16.mai.2021). Segundo informações da Folhapress, a comunidade que recebeu os ataques fica localizada às margens do rio Uraricoera.

"Aconteceu às 21h47. Houve muita fumaça e explosão. Eles me ligaram à noite, eu até ouvi o tiroteio, voltaram a atirar. Eram de 15 a 18 barcos", afirmou Junior Hekurari Yanomami, o presidente do Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kwana (Condisi-YY), sobre o episódio deste domingo, que já é o sétimo dia de ataques à Terra Indígena (TI)

Segundo relatos dos indígenas, no ataque de garimpeiros ilegais realizado na última 2ª feira (10.mai.2021), duas crianças - de 1 e 5 anos - foram encontradas mortas. Confira abaixo o momento em que os barcos chegam atirando e crianças e mulheres saem correndo.

Através da "Hutukara Associação Yanomami" (HAY), os indígenas relataram que, na ocasião, várias crianças correram para o rio tentando fugir dos tiros. 

E as duas crianças ficaram lá pra beira do rio. Todo mundo na hora estava num clima muito ruim, estava se defendendo, e as crianças foram se esconder no mato. No dia 11 começaram a procurar e acharam as crianças, mas sobrou duas [que não foram localizadas]. Então no dia 12 as crianças boiavam no Rio Grande. Eles foram recolhidos às 15h. As lideranças confirmaram que as crianças morreram durante o tiroteio fugindo dos tiros, explica Dário Kopenawa, vice-presidente da associação Hutukara.  

De acordo com informações repassadas pela Associação Hutukara e o  Conselho de Saúde Indígena Yanomami e Ye'kuanna (Condisi-Y), cerca de 15 barcos se aproximaram da comunidade ontem (16.mai.2021).

"Há três crianças com malária com os olhos muito ruins, lacrimejaram bastante. É muito revoltante, o governo federal está omisso", afirma a liderança Junior Hekurari Yanomami.

Informações da Rede Amazônica - afiliada da TV Globo em Roraima - apontam que o vice-presidente da Hutukara, Dário Kopenawa, e ao presidente do Condisi-Y, Júnior Hekurari Yanomami, foram avisados do ataque ainda na noite de domingo (16.mai).

"Me ligaram por volta de 21h47 dizendo que tinham jogado bombas, que explodiram perto do posto de saúde. A bomba fazia muita fumaça. Agora que eles estão com mais medo ainda", relatou Hekurari.

Mesmo enfrentando ataques constantes, e com diversos pedidos yanomamis acumulados, Palimiú está sem presença de forças de segurança ainda que a Justiça Federal tenha determinado o envio de tropas de segurança pela União, fato que não aconteceu ainda, segundo os indígenas.

Toda realidade dos ataques foi evidenciada por lideranças indígenas da comunidade Palimiú, durante conversa com a imprensa e Ministério Público Federal na capital de Roraime, no sábado (16.mai.2021 um dia antes do ataque com gás lacrimogênio).

Essa decisão foi tomada na última 6ª feira (14.mai.2021), com base no pedido do Ministério Público Federal em Roraima (MPF-RR). Ficou então estabelecido que a União teria o prazo de 24 horas para informar e confirmar o envio de tropa para a comunidade, passível de pena.

Yanomamis indicam que a Polícia Federal esteve no local, semana passada, apenas por algumas horas e se retiraram, e a equipe policial também teria sido atacada a tiros pelos garimpeiros. Também representantes do Exército ficaram cerca de duas horas no local e se retiraram.

Ainda, o Ministério Público Federal afirma que entrou na Justiça para que a multa à União seja aplicada, diante do descumprimento da ordem que obriga o envio de segurança ao povo Yanomami.

De acordo com a Rede Amazônia, o Exército de Boa Vista não se pronunciou sobre a falta de segurança em Palimiú, emitindo apenas uma nota em que o Comando Militar da Amazônia, em Manaus, informou ter enviado um helicóptero para apoiar na logística e segurança da ação.

Já, segundo apurado pela liderança indígena com a Polícia Federal, na manhã desta 2ª feira (17.mai.2021), a PF alega que os policiais dependem justamente do helicóptero do Exército e que agentes de Roraima aguardam as condições climáticas melhorarem para entrar na região.

** (Com informações Brasil de Fato; Folhapress e Rede Amazônica)

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