01 de outubro de 2020
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Casos de dengue diminuem em Campo Grande, mas número de agentes ainda é insuficiente

Com o alto índice de chuvas, janeiro é um dos meses mais propícios para que o mosquito da dengue Aedes aegypti se reproduza e se prolifere. Em comparação ao mesmo período do ano passado, houve uma redução de 95,8% nos casos de dengue em todo o Estado, de 3263 em 2013 para 137 notificações neste ano. Em Campo Grande, até o momento foram notificados 67 casos, valor bem abaixo dos 1662 casos notificados no mesmo período do ano passado.

Apesar dos indicadores positivos, a Capital ainda sofre com o número reduzido de agentes de saúde e carros fumacê. Hoje, são 450 agentes e 79 supervisores trabalhando no combate à dengue. Se considerarmos as informações do censo de 2010 realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) que mostra 238.874 residências na área urbana do município, cada agente precisa atender cerca de 530 residências.

De acordo com o Boletim Epidemiológico divulgado pela SES (Secretaria de Estado de Saúde), na primeira semana de janeiro os agentes visitaram 8517 casas, sendo que 7,01% das visitas foram sem sucesso porque as casas estavam fechadas ou por motivo similar. Além disso, apenas quatro carros fumacê estão disponíveis para atender 79 bairros.

No começo do mês, o prefeito Alcides Bernal (PP) prometeu a contratação de mais funcionários para ajudar no combate a dengue, mas até o momento nenhuma contratação foi efetuada.

Diana Christie