30 de setembro de 2020
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Centro Comunitário do Bonanza já foi utilizado por usuários de drogas e está abandonado pelos órgãos

Há seis meses a moradora do bairro Bonanza, região Oeste de Campo Grande, Nair Ayala,42, se tornou a presidente do bairro. No local havia um centro comunitário que foi doado à associação de moradores do conjunto habitacional Bonanza, antiga Cohab.  A princípio a intenção de reativar esse centro que está abandonado há mais de seis anos, mas não está conseguindo alcançar o seu sonho.

A área foi construída em uma antiga chácara do bairro, com quadras esportivas e o prédio da associação. Esse prédio foi abandonado e usuários de drogas invadiram o local usando bombas caseiras e destruindo paredes para entrarem no local e fazer o uso de drogas.

De acordo com o, 52, os usuários, além de danificar a iluminação e a fiação, roubaram os ventiladores, freezer, bebedouros, fogão e panelas que haviam. No centro, programas como pró-jovem, pré-escola e alfabetização para adultos, além de oficinas de costura, culinária, manicure e depilação eram oferecidos à população.

Hoje, aos poucos o prédio é reestruturado. As grades que foram cortadas para a invasão do local foram refeitas, as paredes arrombadas foram fechadas com cimento e tijolos, os banheiros estão sendo reformados, tudo aos poucos. “O que deu pra fazer a gente fez. Já recorremos à prefeitura, mas eles não deram retorno. Já fizemos uma indicação na Câmara Municipal para ser feita a revitalização das quadras, ser montada uma academia, mas até agora nada”, desabafa Nair.

Certo dia, cansada de ver os usuários de drogas invadirem e destruírem o local, a própria Nair foi até eles e fez o pedido para que parassem de usar drogas no centro de lazer, porém nada aconteceu. Segundo ela, um dia a polícia fez uma batida e eles desapareceram. A presidente aproveitou o momento e fechou com cadeado o portão do lugar para evitar futuras invasões.

Nair e Weliton temem que o local seja esquecido, pois a própria população do bairro não investe e não vai até os órgãos fazer reclamações e os órgãos não vão até o centro, mesmo com ofícios enviados. “Uma vez veio um funcionário da Seintrha (Secretaria de Infraestrutura, Trânsito e Habitação) dar uma olhada e disse que no dia seguinte retornaria. Até hoje ele não apareceu e isso faz cerca de três meses”, afirma Nair.

Em três lados dessa praça há uma escola, uma creche e um posto de saúde. “A própria comunidade faz mutirão de limpeza. Se for esperar pelos poder público isso demora. A última limpeza foi feita cerca de 30 dias atrás, após muitos pedidos”, acrescenta a presidente.

Ainda conforme explica Nair, foi colocado fogo no imóvel do centro e isso fez com que toda a documentação fosse queimada, porém, ela está indo atrás para refazer os papéis. “Não sabemos nem se pertence ao Estado ou a prefeitura aqui. A guarda municipal queria montar uma guarda, mas falaram que não podia porque o imóvel é do Estado e não do município”. O projeto montado pela guarda municipal iria incluir na comunidade do Bonanza uma horta, uma banda, escolinha de esportes dentre outras atividades.

Além da revitalização do local, a presidente explica que há muitos idosos, e uma pista de caminhada e uma academia ao ar livre seriam essenciais, já que a praça mais perto é a Elias Gadia na Avenida Albert Sabin em no bairro São Conrado.

O pedido dos moradores é que os órgãos visitem o local e tomem providências, pois além da grama alta que possui animais peçonhentos como escorpião, há caixas d’água abertas que podem ajudar a proliferar o mosquito da dengue.

Tayná Biazus