20 de abril de 2021
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Meta de Centro Especializado é atender 260 vítimas de violência domestica por semana na Capital

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Com a inauguração do novo espaço que abrigará vítimas de violência doméstica em Campo Grande será possível ampliar o número de atendimento semanal no Centro Especializado de Atendimento à Mulher em Situação de Violência – CEAM. Segundo a vice-governadora e secretária de Direitos Humanos, Assistência Social e Trabalho (Sedhast), Rose Modesto, a meta é atender ao menos 260 vítimas por semana, oferecendo serviços de profissionais especializados nas áreas da assistência social, bem como psicologia, além de qualificação profissional com intuito de fomentar a geração de renda e independência financeira. Na antiga sede, o atendimento não passava de 110 mulheres por semana.

De acordo com Rose Modesto, o trabalho, que teve início na Rua Sete de Setembro com pouco infraestrutura, continuará não apenas com a prevenção à violência doméstica, mas também com a recuperação daquelas que “infelizmente” foram violentadas. “Esse trabalho fará com que essas mulheres voltem a sorrir, tenham condições de sonhar novamente. A Funtrab [Fundação do Trabalho] vem para dentro da  casa oferecer a qualificação profissional. Também teremos a questão do micro credito para  que essas mulheres comecem seu próprio negócio, tornem-se independentes e com isso tenham coragem de denunciar”, disse Rose Modesto.

Outras atividades

O CEAM também disponibilizará atividades voltadas para crianças que acompanham as mães durante os atendimentos, por meio da brinquedoteca. Conforme a coordenadora do Núcleo de enfrentamento a Violência da Subsecretaria da Mulher, Rosana Monte Henkin, por meio das atividades acolhedoras com as crianças será possível saber se as mesas também passaram por algum tipo de violência. “Recebemos a doação de computadores para realizar as oficianas de informática. Isso fará com que elas reconheçam a sua capacidade para retomar suas vidas e continuar a caminhada”, ressalta.  As vítimas terão ainda um espaço para terapia individual, terapia em grupo, triagem psicossocial, oficinas de trabalho, palestras e reuniões, além de uma biblioteca contendo obras de autores renomados.

Dados

De acordo com dados da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher, em Campo Grande já foram registrados até o momento 5,2 mil boletins de ocorrência, 618 prisões e 23 mil atendimentos.