18 de setembro de 2020
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Prefeito interrompe tombamento de canteiros da Afonso Pena

O prefeito de Campo Grande, Gilmar Olarte (PP) decidiu suspender temporariamente o projeto de tombamento dos canteiros centrais da Avenida Afonso Pena, principal via da Capital. O prefeito atendeu ao pedido da Associação Comercial e Industrial de Campo Grande, Conselho do Comércio do Centro e Conselho Comunitário de Segurança da região Central, que explicaram os prejuízos ao desenvolvimento da cidade e também à classe empresarial da região central.

 Com o tombamento, a construção de corredores de ônibus nos canteiros centrais seria repassada para a lateral direita da avenida, o que reduziria cerca de 800 vagas de estacionamento de ponta a ponta da via.  As obras seriam feitas com o recurso do governo federal, R$ 180 milhões advindos do PAC da Mobilidade.

 Na reunião, Olarte se mostrou contrário ao “engessamento” dos canteiros. “A quem interessa esse jardim vitalício? A quem interessa o enfraquecimento do centro? Vamos segurar esse projeto, revisar e conversar novamente. Depois articularemos com o Ministério Público para retificar”, disse Olarte.

 O presidente da ACICG, João Carlos Polidoro esclareceu que a classe empresarial não é contrária ao tombamento das árvores da Afonso Pena e sim à totalidade do canteiro. “O prefeito já se mostrou sensível à causa e compartilha de nossa opinião. Não podemos sacrificar ainda mais os empresários do Centro”.

O assunto foi levantado pelo primeiro-secretario da ACICG, Roberto Oshiro, na audiência pública do último dia 18, na Câmara de Vereadores de Campo Grande, que abordou as demandas do Centro da Capital. “Alertamos para a comunidade presente no evento os impactos que essa ação teria para o comércio. Também é importante ressaltar que o tombamento impossibilitará o alargamento da Afonso Pena, futuramente”.

 Os problemas que a falta de vagas de estacionamento está provocando ao comércio foram frequentemente debatidos no encontro com o prefeito. “Vemos que a padronização aplicada na Dom Aquino, proposta por administração anterior, provocou a morte de vários estabelecimentos no local. Basta passar pela rua para ver placas de vende-se e aluga-se”, ressaltou o presidente Conselho Comunitário de Segurança da Região Central, Adeilaido Luiz Spinosa Vila.

 A questão trouxe à tona, novamente, a necessidade de soluções para a falta de estacionamento na região. O prefeito mencionou que possui um modelo espanhol de estacionamento subterrâneo que ainda está sendo analisado.

 Polidoro também retomou a sugestão do projeto proposto pela entidade. “A ideia é utilizar do estacionamento da Feira Central para que empresários e trabalhadores do comércio desafoguem a área do centro, assim a Prefeitura criaria um transporte coletivo para levar ao centro quem fizesse uso da nova área”.

Dany Nascimento com Assessoria