25 de fevereiro de 2021
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Em ano eleitoral, disputa se acirra na Assembleia, mas aliados garantem estabilidade ao governo

O ano de 2015 terminou com a aprovação de projetos polêmicos do Executivo, na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul, girando em torno do aumento de tributos. Com a retomada dos trabalhos na Casa de Leis, novos blocos parlamentares surgiram com composição diferente, possibilitando alternância na formação de comissões permanentes que terão os seus respectivos líderes e vice-líderes indicados pelos integrantes de cada bloco parlamentar, resultando em amplo apoio ao governo estadual na Casa de Leis.

Embora as articulações partidárias demonstrem um ano eleitoral acirrado, o governo do Estado deverá conseguir manter a governabilidade dentro da Assembleia, principalmente  na aprovação de matérias relevantes para o Poder Executivo.  O PMDB, que tem hoje na sua composição de bloco os deputados estaduais Eduardo Rocha, Renato Câmara, Antonieta Amorim, Maurício Picarelli, Junior Mochi, Marquinhos Trad, Márcio Fernandes (PTdoB) e Mara Caseiro (PMB), continuará dando sustentabilidade  à base aliada do governador Reinaldo Azambuja (PSDB), conforme o líder da bancada peemedebista, Eduardo Rocha.

Outro bloco formado pelos deputados da bancada do PSDB, Rinaldo Modesto, Flavio Kayatt, Onevan de Matos, Angelo Guerrero e Beto Pereira, e pelos deputados do PR, Paulo Corrêa e Grazielle Machad, além dos deputados José Carlos Barbosinha (PSB), Zé Teixeira (DEM) e Lidio Lopes (PEN), também deve seguir rente à base de Azambuja.  Já o PDT, que tem dois deputados, e o PT com quatro ficarão separados dos demais grupos da Casa.

Na abertura das atividades parlamentares Azambuja justificou que sua gestão precisou aumentar impostos e cortar gastos para enfrentar a crise. Segundo o governador, em 2016 a intenção é reduzir a carga tributária. Quanto à formação dos blocos compostos por partidos menores, na Assembleia, Reinaldo Azambuja já adiantou que apoiará a composição que os deputados definiram. “Ano passado tivemos muita tranquilidade com a base de apoio e quero até elogiar também a oposição, que teve um papel importante ao votar matérias de interesse do Estado e da população, e esse amadurecimento mostra que teremos um ano de muito trabalho e empenho de todos nós”, disse o governador ao participar da abertura dos trabalhos no legislativo, no início deste mês.

Se por um lado, o governo do Estado pode ter assegurado o andamento das matérias, sem entrave, por outro abre-se uma via de concorrência para a disputa da Prefeitura Municipal de Campo Grande. Dos 24 deputados estaduais, ao menos seis devem lançar pré-candidatura para concorrer à cadeira do Executivo Municipal, em 2016. Na lista, já mencionada pelo presidente da Casa Junior Mochi (PMDB), constam os nomes  de Marquinhos Trad, que já marcou data para trocar o PMDB pelo PSD,  Márcio Fernandes (PT do B) que tem filiação confirmada pelo PMDB, Mara Caseiro (PMB), Beto Pereira (PSDB), Felipe Orro (PDT) e Pedro Kemp (PT). Entre os possíveis concorrentes, apenas Mara Caseiro, pode ter a pré-candidatura aceita, já que é a principal aposta do PMB.  Os demais ainda dependem de definições de suas respectivas siglas.