16 de agosto de 2022
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GOVERNO FEDERAL

Bolsonaro investe pesado: R$ 3,2 bilhões liberados em 7 dias

Governo também vai ao STF tentar barrar a CPI

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Investindo pesado, Jair Bolsonaro (PL), desde o dia 22 de junho — data em que o ex-ministro da EducaçãoMilton Ribeiro foi preso — liberou R$ 3,2 bilhões via "orçamento secreto". 

A tentativa do mandatário é de com isso esvaziar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) protocolada na terça-feira (28.jun.22) no Senado, para investigar o gabinete paralelo e os casos de currupção dos pastores amigos de Jair Bolsonaro, Gilmar Santos e Arilton Moura

A reação do Planalto está em duas frentes. De um lado, o líder do governo, Carlos Portinho (PL-RJ), ameaça recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF), caso do presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), instale a CPI, alegando que há outros pedidos na fila e que a ordem cronológica deve ser respeitada. De outro, o governo vem acelerando a liberação de verbas via “orçamento secreto”

Em 7 dias, o governo federal liberou cerca de 20% de verba do total previsto para este ano. Neste ano, o governo já liberou o pagamento de R$ 5,8 bilhões em verbas do orçamento secreto, 35% do total de R$ 16,5 bilhões. 

Enquanto a oposição aguarda que Pacheco leia em Plenário o requerimento para que a CPI possa ser instalada, a ministra do Supremo Tribunal Federeal (STF), Cármen Lúcia, encaminhou à Procuradoria-Geral da República (PGR) o pedido de investigação sobre suposta interferência do presidente Jair Bolsonaro (PL) na investigação da Polícia Federal sobre a corrupção no MEC.

Mostramos no MS Notícias que em conversa interceptada pela PF, Ribeiro disse à filha que Bolsonaro lhe telefonara dos EUA dizendo “ter um pressentimento” de que fariam uma “busca e apreensão” contra o ex-ministro. Ele só parou o assunta após a filha lhe avisar que "estava telefonando de uma telefone normal".  

E o delegado da PF que denunciou a interferência de Bolsonaro, Bruno Calandrini, que comanda a investigação sobre o MEC, deixou a Coordenação de Inquéritos Especiais (CINQ), responsável por autoridades com foro privilegiado.

Segundo a PF, ele pediu transferência em maio e vai concluir os inquéritos em andamento no CINQ.