20 de junho de 2021
Campo Grande 25º 13º

CPI da Enersul

Para não prejudicar, CPI deve realizar trabalho superficial em MS

Grupo escolheu Paulo Corrêa como presidente para Marquinhos Trad não se aprofundar nas investigações

A- A+

A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Enersul, oficializada na última terça-feira na AL (Assembleia Legislativa) do Estado, já tem os cinco membros dos partidos escolhidos. A presidência, de acordo com Marquinhos Trad (PMDB), já ficou definida com o nome de Paulo Corrêa.

O objetivo dessa Comissão é investigar levantamento da auditoria realizada pela PWC (Price Water House Coopers), que constatou o desvio de R$ 700 milhões e a existência de uma folha confidencial para pagar mensalmente 35 pessoas físicas e jurídicas, configurando uma espécie de mensalão, entre os anos de 2010  e 2015.

De acordo com o peemedebista, em reunião na casa do deputado estadual Maurício Picarelli (PMDB), com os 18 membros da base aliada do governo tucano de Reinaldo Azambuja, ficou definido, após a saída de Trad do encontro, que o nome de Paulo Corrêa seria indicado para presidente e o de Beto Pereira (PDT) para relator da Comissão.

O brasileiro está acostumado com CPI’s que acabam em “pizza”, e no Estado parece não ser diferente. Conforme declaração do deputado, fica a dúvida se o sul-mato-grossense pode confiar no trabalho dos parlamentares, que têm o poder de fiscalização, já que os escolhidos seriam, então, mais superficiais nas investigações. “Eles esperaram eu sair da reunião para definir os nomes. Eles disseram que se eu fosse o presidente iria muito a fundo nas investigações e poderia prejudicar a Energisa”. A Energisa é a atual concessionária responsável pelo abastecimento elétrico no Estado.

Cada partido indica um nome para titular e um para suplente. Os nomes escolhidos do PMDB são de Marquinhos Trad e Renato Câmara; do PSDB, Onevan de Matos e Flavio Kaiatt; PT, Pedro Kemp e João Grandão. O “blocão”, formado pelo restante dos partidos indicou dois membros, Paulo Corrêa e Barbosinha (PSB) e Beto Pereira e Mara Caseiro (PT do B), respectivamente.