04 de maro de 2021
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Testemunha confirma que emprestou cheques a Olarte em troca de cargo na Prefeitura

Começou há pouco oitiva das testemunhas do processo em que prefeito afastado Gilmar Olarte é réu corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Da lista de 26 testemunhas, cinco não compareceram. Desse total, três não foram localizadas e duas, ex-prefeito de Campo Grande, Nelsinho Trad (PTB) e vereador Mario Cesar (PMDB) apresentaram pedido para serem retirados da lista de testemunhas. Quem representa Gilmar Olarte é advogado Jail Azambuja. 

Olarte e Ronan, réus na ação penal, não foram à oitiva desta sexta-feira (27) uma vez que não são obrigados a comparecer. Das testemunhas ilustres, já estão no Pleno do TJMS (Tribunal de Justiça), ex-governador André Puccinelli (PMDB) e prefeito Alcides Bernal (PP).

Até momento, duas testemunhas de acusação já foram ouvidas. O primeiro, Paulo Sergio Telles, foi justamente quem denunciou caso conhecido como golpe do cheque em branco ao MPE (Ministério Público Estadual), que a partir da denúncia deu início à Operação ADNA.

Segundo Paulo Telles, ele tomou conhecimento dos cheques negociados por Olarte e Ronan Feitosa quando trabalhava na Prefeitura. Ele disse ter ouvido várias conversas nos corredores do Paço sobre assunto e achou que fosse verdade, porém, antes de denunciar ao MPE, ele contou em oitiva nesta sexta-feira (27) que procurou diretoria estadual do PT (Partido dos Trabalhadores), mas não detalhou motivo nem com quem conversou. Paulo também admitiu que denunciou suspeita à Polícia Federal. Questionado pelo promotor do Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado), marcos Alex Vera, sobre o que ele sabia de Ronan Feitosa, a única informação de Paulo é que conhecia Ronan por ele ser pastor e amigo de Olarte.

O denunciante também afirmou que sabia que Feliciano era assessor de Olarte, mas não tem certeza se era remunerado ou não. Questionado pelo promotor se é amigo de Alcides Bernal, Paulo Telles respondeu que é “amigo partidário” do prefeito. Já quando foi questionado pela defesa de Olarte, Paulo Telles foi evasivo.

Em seguida, foi ouvida Marly Débora Pereira dos Santos, que trabalhou com Gilmar Olarte durante campanha em 2012. Marly afirmou que Ronan Feitosa era pessoa mais próxima que ela conhecia de Gilmar Olarte e que quando o conheceu ele morava de favor na casa de um amigo e suas despesas eram custeadas pelo vice-prefeito.


Marly foi uma das pessoas que denunciou Olarte ao MPE. Ela diz ter emprestado vários cheques a Olarte, entre valor de R$ 3 mil e R$ 5 mil. A ex-secretária do vice-prefeito conta que logo no início do ano de 2013, Ronan a procurou pedindo cheques emprestados para Olarte dizendo que salário do vice-prefeito ainda não havia sido pago e que ele precisava viajar a trabalho. Então, Marly confirma ter emprestado cheques de seu filho e diz que só emprestou por confiar no vice-prefeito, pastor.

Em troca dos cheques, segundo Marly, Olarte prometeu a ela que assim que ele se tornasse prefeito, o que de acordo com Marly era fato considerado certo por ele e Ronan, ela seria nomeada na Prefeitura com salário de R$ 4 mil.

A depoente afirmou que nos primeiros dois meses após a cassação de Bernal, ela recebeu R$ 2 mil como salário, porém diz nunca ter sido nomeada, e que nos meses seguintes passou a receber R$ 4mil. Porém, em maio de 2014, os cheques começaram a voltar e os agiotas passaram a procurar por Marly que resolveu denunciar Olarte e Ronan.

Ainda faltam ser ouvidos, ex-governador André Puccinelli (PMDB), o prefeito Alcides Bernal (PP) e mais 22 testemunhas. 

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