05 de dezembro de 2021
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NOVO BOLSA FAMÍLIA

Confuso, ministro anuncia R$ 400 "não eleitoreiro" do Auxílio Brasil

Ministro não deu detalhes sobre a fonte, isso é, de onde sairá a bagatela e também não disse qual será o valor global do programa

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O Ministro da Cidadania, João Roma, anunciou nesta quarta-feira (20.out.21) o programa Auxílio Brasil (novo Bolsa Família). O programa supostamente pagará até mais de R$ 400 ao mês a partir de novembro, mas esse valor só deve chegar a todos os beneficiários "até 2022". 

"A partir do mês de novembro iniciaremos a execução do Auxílio Brasil [...]. Esse programa nada tem de um programa eleitoreiro e sim um programa transformador. Até dezembro iremos zerar a fila do programa permanente [Bolsa Família]. O programa permanente contempla 14,7 milhões de famílias e vamos chegar a 16,9 milhões de famílias. O presidente Bolsonaro demandou que todas aqueles que fazem parte da pobreza e extrema pobreza, que nenhuma dessas famílias beneficiárias receba menos de R$ 400", explicou Roma.  

O ministro também falou sobre um valor "auxílio transitório", que a reportagem não conseguiu compreender ao certo. Assista a íntegra do vídeo abaixo e veja se compreende. Roma disse que não estavam querendo furar o teto de gastos e disse que a equipe estaria respeitando a regra fiscal do país. "Não estamos aventando que o pagamento se dê através de créditos extraordinários [...]", comentou Roma.    

O chefe da Cidadania destacou um aumento de 20% sobre um todo do Auxílio Brasil. Ele, ministro, não deu detalhes sobre a fonte, isso é, de onde sairá a bagatela e também não disse qual será o valor global do programa. 

De acordo com o ministro, Jair Bolsonaro ordenou que seja pago o "benefício transitório" para que as famílias recebam até o fim de 2022 pelo menos R$ 400 mensais. O período em questão compreende o ano eleitoral. 

O evento que era para ser uma coletiva, teve mudanças. João Roma apenas falou e não respondeu às perguntas dos jornalistas presentes, transformando a situação em um pronunciamento.  

"O programa permanente que é o Auxílio Brasil, que sucede o Bolsa Família, ele tem um tíquete médio. O valor do benefício varia de acordo com a composição de cada família. Existem famílias que estão recebendo até menos de R$ 100, e outras que recebem até mais de R$ 500", disse o ministro. 

"Estamos estruturando um benefício transitório que funcionaria até dezembro do próximo ano e teria por finalidade equalizar o pagamento desses benefícios, para que nenhuma destas famílias beneficiárias recebam menos de R$ 400", completou.  

A intenção inicial do governo era anunciar o formato do Auxílio Brasil na terça (19.out.21), mas o Palácio do Planalto adiou o compromisso em razão das reações negativas do mercado financeiro à proposta. A mudança ocorreu 30 minutos antes do evento.  

Inicialmente, o auxílio temporário ficaria fora do teto de gastos. O estouro seria de aproximadamente R$ 30 bilhões e repercutiu negativamente no mercado financeiro e na equipe econômica. Nesta 4ª (20.out), Bolsonaro disse que não haverá furos ao teto de gastos.

Apesar disso, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que vai solicitar um “waiver” (renúncia da regra) para gastar mais de maneira temporária. Guedes confirmou que esse  “waiver” seria de R$ 30 bilhões fora do teto, como insiste a equipe econômica. Esse "extrateto" seria usado para pagar o benefício até o momento sem origem de fundo.

VEJA A ÍNTEGRA DO PRONUNCIAMENTO

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