25 de junho de 2021
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Impasse

Prefeitura mantém proposta de pagar R$ 1 milhão parcelado, mas artistas não aceitam

Após uma hora de reunião, o impasse entre a prefeitura e o movimento "S.O.S Cultura" continua na Capital. Os artistas não aceitaram a proposta do município de pagar R$ 1 milhão, parcelado em três vezes, dos R$ 4 milhões que deveriam ter sido repassados aos projetos aprovados nos editais do Fmic e Fomteatro 2014.

Além do valor dos projetos, os artistas também cobram também pagamentos de cachês atrasados desde os anos 2013 e 2014. Segundo o secretário adjunto da Semad (Secretaria Municipal de Administração) Ivan Jorge, foi apresentado a proposta de pagar R$1 milhão, parcelado em três vezes, pois esse é o único recurso possível de ser pago pela prefeitura no momento diante da crise financeira do município e da queda na receita.

Ivan explicou que somando todos os repasses diminuídos, ente ICMS (Imposto Sobre Comercialização de Produtos e Serviços) e FPM (Fundo de Participação dos Municípios) houve perda global de arrecadação de R$ 194 milhões, o que representa redução de 22% do orçamento. “Não há condições financeiras diante da realidade econômica financeira do país. Não tem como nesse momento aumentar o valor”, esclarece Ivan.

De acordo com os artistas, com R$1 milhão não será possível contemplar todos os aprovados e mesmo que o valor  fosse dividido igualmente entre todos os aprovados, o valor de cada um não seria suficiente para executar os projetos. Caso o grupo mantenha posição de não aceitar o acordo, esse dinheiro será retido para negociação no futuro, explicou Ivan Jorge. 

De acordo com Juliana Zorzo, diretora-presidente da Fundac (Fundação Municipal de Cultura), a prefeitura passa por crise financeira e o que dificulta os trabalhos. “Não temos dinheiro em caixa”, afirma.

Para Airton Raes, presidente do fórum municipal de cultura de Campo Grande, a prefeitura desrespeita os artistas desta forma. "Está sendo um desrespeito com a cultura, o fundo de cultura faz parte de uma lei”, lamenta Raes.

Raes reclama da falta de diálogo e da demora do município em buscar solução.“Só depois que ocupamos a Fundac que dialogamos. Mostra que eles não entendem de cultura”, comenta.

Após a reunião, o grupo permaneceu em frente à prefeitura e deve seguir para Fundac, onde irão se reunir com os demais integrantes do movimento. Amanhã, eles realizam na Câmara de Campo Grande, ato com os credores e serão colhidas assinaturas, onde deverão entrar com uma ação trabalhista no ministério público, vão cobrar aplicação do 1% e a falta de pagamento dos artistas.

 

 

 

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