19 de junho de 2021
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Se o Incra não se manifestar, Sem Terra prometem intensificar ações

Aguardando pela presença da presidente do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) ou de diretores que tragam soluções, os manifestantes que ocupam o prédio do Instituto no edifício Marrakech, esquina das Ruas 25 de Dezembro e Antônio Maria Coelho, em Campo Grande, querem o diálogo, mas não descartam intensificar marchas e bloqueios de rodovias até se fazerem ouvidos .

Os movimentos que ocupam o edifício; Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Assalariados Rurais do Estado de MS (Fettar-MS), representado por Jorge Bento Soares, Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Jonas Carlos da Conceição, da direção nacional da entidade; Movimento Camponês de Luta pela Reforma Agrária (MCLRA), vice-presidente Solange Clementina; e Central Única dos Trabalhadores (CUT), Gilvano Nidon, secretário geral; informaram que devem desocupar o prédio ainda hoje, ou amanhã, assim que conseguirem conversar  com os diretores do Incra nacional que estão sendo aguardados.

Os manifestantes buscaram o contato direto com a direção nacional do órgão, uma pelo fato de o comando regional estar abandonado, e pretendiam poder receber para apresentar suas reivindicações a presidente nacional do Instituto, Maria Lúcia de Oliveira Falcón, mas aceitam conservar com outros diretores, desde que tragam propostas concretas para direcionar soluções.

O comando regional de Mato Grosso do Sul que está sem comando desde o pedido de demissão do advogado Celso Cestari, cansado de ocupar um cargo inoperante. Cestari havia sido indicado pelo movimento sindical de Mato Grosso do Sul, conforme informou à época Geraldo Teixeira de Almeida, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura de Mato Grosso do Sul (Fetagri).

Cestari conseguiu regularizar apenas uma área, a Fazenda Nazaré, em Campo Grande, que recebeu 171 famílias. Após a operação Tellus desencadeada pela Polícia Federal contra a venda de lotes por lideranças de assentamentos e membros do próprio Incra, as contas e investimentos do órgão foram congelados e as familiares regulares deixaram de ser assistidas. O advogado assumiu com o encargo de qualificar a gestão do órgão e promover a revisão de políticas públicas desenvolvidas no estado, entre as quais um trabalho amplo de revisão ocupacional em alguns assentamentos.

Os representantes das entidades disseram que receberam a promessa do comparecimento de representantes da direção nacional do Incra, ainda nesta sexta-feira ou sábado, com aporte de R$ 6 milhões para solucionar os problemas mais urgentes. Entretanto, segundo relataram, já existe um déficit de aproximadamente R$ 5 milhões, entre aluguéis, energias, água e outras despesas não pagas nos últimos quatro meses.

Outra reclamação dos movimentos é a ausência de diálogo com o governo do Estado. Segundo os representantes, logo após a posse de Reinaldo Azambuja (PSDB), em janeiro deste ano, houve uma reunião e propostas foram sugeridas ao governador, que ficou de analisá-las e apresentar ações a serem tomadas em nível estadual para a solução dos problemas dos acampados, sem que no entanto tenha dado o retorno até esse momento.

Uma das principais reivindicações dos manifestantes é a nomeação de um novo superintendente regional, que possua perfil técnico e não político e apresente ações concretas, seja conhecedor de Reforma Agrária e possa se articular com o Incra Nacional em busca de solução para os problemas enfrentados pelos acampados e assentados.

Hoje, doze mil famílias estão acampadas em 47 municípios do estado aguardando por terras, e caso os diretores não cumpram com a promessa de virem ao estado, ou que venham sem apresentar soluções a curto e médio prazos, as marchas irão continuar e rodovias voltarão a ser ocupadas.

Na quarta-feira (6), cerca de mil Sem Terra que desde o dia 1 de maio participavam da Marcha da Classe Trabalhadora do Campo e da Cidade, ocuparam a sede do Incra em Campo Grande/MS). Integrantes do MST, Federação dos Trabalhadores da Agricultura Familiar (Fetagri), Movimento Camponês de Luta pela Reforma Agrária (MCLRA) e Central Única dos Trabalhadores participam da ação.

 

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